A colheita é inteiramente manual, com dupla seleção rigorosa: primeiro no vinhedo, cacho a cacho, e depois sobre a mesa de triagem na cave.
Oronce de Beler trabalha 100% com cachos inteiros, sem desengace, o que exige uvas em perfeito estado sanitário e é, segundo ele, a condição essencial de pureza do vinho. A fermentação alcoólica ocorre com leveduras indígenas, sem adição de sulfitos em nenhuma etapa. Nas fases iniciais, pratica-se apenas remontagem suave, para não romper as cascas nem as bagas; à medida que as leveduras avançam, o pigeage é intensificado somente no estágio final da fermentação, quando a densidade chega próxima de 0,995 g/mL (995 g/L) - momento em que Oronce pisa as uvas para liberar os últimos açúcares residuais e prolongar o trabalho dos micro-organismos, parando assim que percebe os taninos se afirmando.
Sem sulfitos, a fermentação malolática costuma iniciar-se espontaneamente ainda sob a prensa, ou mesmo antes da prensagem, aproveitando a vitalidade natural das leveduras.
O élevage do Fixin Les Clos se dá em velhas barricas de carvalho francês da floresta de Tronçay, por um período de 15 a 19 meses. A madeira usada é antiga, sem imposição de marca de carvalho nova, com o único propósito de sustentar o vinho, não de mascará-lo. Durante esse tempo, o completamento dos tonéis é feito apenas a cada dois meses - e não semanalmente, como é prática corrente -, reduzindo a entrada de oxigênio e preservando a acidez volátil.
As trasfegas são realizadas exclusivamente por gravidade, nunca com bomba. Ao final, o vinho é engarrafado à mão com enchedora de quatro bicos por gravidade, sem colagem, sem filtração e com quantidade de dióxido de enxofre total inferior a 10 mg/L. Cada garrafa é selada com cera, seguindo o calendário lunar para o engarrafamento.