Domaine Didon · França · Borgonha

Bourgogne Aligoté Les Peteurs 2023

Branco Seco · AOC Bourgogne

R$ 387,00

Do alto de Chassey-le-Camp, David e Naïma Didon entregam um aligoté biodinâmico que, na safra de 2023, chega à taça com toda a tipicidade que a casta pode oferecer.

Entenda o que você está comprando

Introdução

No alto da encosta de Chassey-le-Camp, onde o chardonnay não amadurece, David e Naïma Didon plantaram o aligoté que se tornaria, mais tarde, o lieu-dit Les Peteurs.

Vinha de seleção massal, agricultura biondinâmica na sua maior essência, solo argilo-calcário, aração a cavalo e vinificação de mínima intervenção: é assim que David e Naïma (dois dos maiores nomes na França das práticas biodinâmicas de Rudolf Steiner) entregam tudo o que a Aligoté de Les Peteurs tem a oferecer.

Descrição da safra

Em 2023, a Borgonha viveu um ciclo climático marcado pela instabilidade. O inverno foi ameno, o que atrasou ligeiramente o brotamento e que acabou protegendo as vinhas das raras geadas primaveris. A primavera alternou períodos mais frios e mais quentes, e a floração, embora rápida, sofreu alguma coulure por déficit hídrico. O verão trouxe chuvas irregulares, picos de temperatura de 35 a 36°C em julho e agosto e dois episódios localizados de granizo em julho que afetaram o norte da Côte Chalonnaise.

Na Côte Chalonnaise, as colheitas começaram por volta de 11 de setembro, já sob calor intenso, levando muitos produtores a colher de madrugada para preservar o frescor das uvas.

O resultado final surpreendeu positivamente: colheita abundante e de boa sanidade, com uvas que atingiram maturidade plena sem perder vivacidade. Para os brancos da Côte Chalonnaise, onde se situa Chassey-le-Camp, o BIVB (Bureau Interprofessionnel des Vins de Bourgogne) descreveu 2023 como uma safra excepcional - muito aromática, com bela estrutura e acidez refrescante que equilibra a generosidade do ano.

Vinificação e Élevage

A colheita em Les Peteurs é feita inteiramente à mão. As uvas chegam à adega em cachos inteiros e passam por prensagem direta e lenta, utilizando uma prensa vertical antiga, sem qualquer maceração prévia. A fermentação é espontânea, conduzida exclusivamente por leveduras indígenas, sem adição de leveduras selecionadas nem de quaisquer outros aditivos. Para a safra 2023, o mosto fermentou em tanque de fibra de vidro, recipiente que David Didon utiliza para esta cuvée. A fermentação malolática ocorreu de forma natural, sem interferência.

O élevage se estendeu por 7 meses, com o vinho permanecendo sobre as borras no mesmo recipiente de fibra de vidro. As trasfegas foram realizadas com cuidado especial, de modo a dispensar a filtração. O vinho não é colado nem filtrado antes do engarrafamento, e nenhum dióxido de enxofre é adicionado em nenhuma etapa do processo.

Nota de Degustação

Amarelo palha, com leve turbidez. Bela expressão aromática, com bastante tipicidade. Limão, pera, pêssego e maçã verde. Na boca apresenta uma textura que te abraça, sustentada por uma acidez vibrante.

Harmonização

Sirva entre 10 e 11°C, em taça de abertura média que preserve o frescor e deixe os aromas cítricos se abrirem.

A acidez vibrante e o álcool contido (11,3%) pedem pratos leves e de sabores limpos: ostras ou mariscos ao natural, onde a tensão mineral do vinho realça a salinidade; peixes brancos grelhados ou crus, como ceviche ou sashimi de peixe branco, em que a acidez corta a gordura delicada sem sobrepor o ingrediente; queijo de cabra jovem, cujo perfil ácido-láctico ecoa a estrutura do vinho; escargots à la bourguignonne, clássico da Borgonha em que a manteiga de alho e salsinha pede exatamente esse tipo de frescor cortante. Da cozinha brasileira, uma moqueca de peixe branco leve, com leite de coco em quantidade moderada, encontra no vinho acidez suficiente para equilibrar a untuosidade do prato.