Wasenhaus · Alemanha · Baden

Chardonnay Hohlen 2022

Branco Seco

R$ 947,00 R$ 852,00

Mineral e levemente untuoso, com acidez vibrante e textura que acolhe: um Chardonnay profundo, feito para a mesa, com grande potencial de envelhecimento.

Entenda o que você está comprando

Introdução

No sul de Baden, em Markgräflerland, Alex Götze e Christoph Wolber começaram a cultivar o Hohlen em 2022, tornando este o primeiro lançamento da parcela.

Os dois vieram da Borgonha com as mãos formadas no Domaine Leflaive, De Montille e Pierre Morey, e trouxeram de lá a convicção de que é possível fazer Chardonnays superiores em Baden. Neste hectare de exposição sudoeste, sobre solos escassos que forçam as videiras a fundo, nasce um vinho que fala do lugar com a franqueza e pureza que se tornaram marca registrada do produtor.

Descrição da safra

O verão de 2022 em Baden foi marcado por calor intenso e seca prolongada, com a maior quantidade de horas de sol registrada desde que se têm dados históricos. Na região, ao contrário do que ocorreu em outras partes da Alemanha, as chuvas chegaram ainda em agosto e acompanharam as semanas de colheita, trazendo temperaturas mais amenas que ajudaram a preservar o frescor das uvas.

Segundo a Associação dos Viticultores de Baden, 2022 foi um ano especialmente favorável às castas Pinot, com uvas saudáveis, bom volume de colheita e graduação alcoólica moderada, uma vez que as pesadas chuvas de meados de agosto impediram que os mostos ultrapassassem o ponto ideal de maturação.

Para a Chardonnay Hohlen, estreia absoluta desta parcela no portfólio de Wasenhaus, as condições do ano foram decisivas: o calor acelerou a maturação fenólica sem que a acidez se perdesse, enquanto a chegada oportuna das chuvas aliviou o estresse hídrico das vinhas.

O vinhedo do Rosenberg, com seus solos argilo-calcários escassos de exposição sudoeste, tendem a produzir uvas de boa estrutura, e o clima de 2022 reforçou essa característica, resultando em fruta concentrada e sadia, com graduação alcoólica contida, num ano que os produtores de Baden descreveram como de grande alegria durante a colheita.

Vinificação e Élevage

As uvas são colhidas à mão no Zunzinger Rosenberg e levadas à adega sem desengace, sendo prensadas em cacho inteiro. O mosto resultante - turvo, rico em sólidos - segue diretamente para barricas usadas de tamanhos variados, onde a fermentação se inicia espontaneamente com leveduras nativas. A temperatura máxima de fermentação é mantida em torno de 21 °C. O vinho passa pela fermentação malolática, e os sulfitos só são adicionados após a conclusão dessa etapa, em doses contidas, nunca superiores a 30-50 mg/L.

O élevage começa com doze meses sobre as borras integrais em barrica usada de carvalho francês, período em que o contato prolongado com as lias contribui para a textura e a complexidade do vinho sem que a madeira se imponha ao terroir. Em seguida, o vinho é transferido para tanques de aço inoxidável, onde permanece por mais seis meses sobre as borras finas antes do engarrafamento. O vinho é engarrafado sem filtragem e sem colagem, preservando a integridade de sua expressão.

Nota de Degustação

O vinho apresenta-se amarelo-palha de intensidade média, límpido e com brilho.

No nariz, abre com aromas de pera, flores brancas, pedra molhada, acompanhados de maçã verde, limão-siciliano e lima. Com o tempo na taça, a expressão se aprofunda e revela reminiscências de caju e uma nota salina que se integra ao conjunto com elegância.

A boca é profunda, mineral, levemente untuosa, com boa textura e acidez irretocável . Persistente e preciso, em um estilo minimalista sem adornos e maquiagens de adega. Potencial de longa evolução em garrafa.

Harmonização

Sirva em taça de Borgonha, entre 11 e 13 °C, para que a mineralidade calcária e a acidez vibrante se expressem plenamente.

O vinho pede pratos que respeitem sua elegância e profundidade: peixe branco grelhado ou ao vapor, como linguado ou robalo, cuja delicadeza dialoga com a textura untuosa e o frescor cítrico do vinho; frango assado com ervas finas e manteiga, combinação clássica para Chardonnays de boa estrutura; risoto de cogumelos ao parmesão, em que a cremosidade do prato encontra o longo élevage sobre as borras; queijos de pasta semidura, como um Gruyère envelhecido, que amplificam a nota amendoada e salina do vinho. Da cozinha brasileira, uma moqueca baiana de peixe branco em versão mais leve e comedida harmoniza bem com a acidez e a mineralidade do Hohlen.