Weingut Rudolf Fürst · Alemanha · Franken

Spätburgunder Grossheubacher 2022

Tinto Seco · Qualitätswein

R$ 597,00

Do arenito vermelho de Bischofsberg, onde videiras de 1968 resistiram ao verão mais seco da Francônia, nasce uma jóia da família Fürst.

Entenda o que você está comprando

Introdução

Às margens do Main, no recanto chamado Churfranken, ergue-se uma encosta íngreme de arenito vermelho onde os muros de pedra seca guardam o calor do dia e o devolvem lentamente à noite.

É do vinhedo Bischofsberg - VDP.GROSSE LAGE - que a família Fürst colheu, pela primeira vez em 2022, uvas para este vinho: um terço de videiras plantadas em 1968, enraizadas em ferro antigo, e o restante de seleções massal da Borgonha escolhidas a dedo.

Uma estreia sustentada por quatro séculos de viticultura: este Grossheubacher nasce novo, mas com raízes profundas.

Descrição da safra

O verão de 2022 foi o mais quente e seco desde o início dos registros climáticos na Francônia.

A partir de abril, uma estiagem prolongada dominou a região, pressionando especialmente as vinhas jovens; as videiras antigas, com raízes profundas no arenito vermelho, suportaram o estresse hídrico com notável resistência. Em Franken, o VDP destacou que foram justamente os velhos vinhedos os que melhor atravessaram a seca, produzindo uvas com concentração e sanidade exemplares.

A colheita começou no início de setembro - cerca de dez dias antes da média histórica da região -, em ritmo acelerado para capturar a maturação ideal antes das chuvas que chegaram logo a seguir.

O resultado, segundo o relatório da vindima do VDP para Franken, foram cachos saudáveis, com aromas puros e valores de pH equilibrados, condições que favoreceram vinhos de elegância inesperada e terroir bem marcado. O paradoxo do ano: um verão extremo que, nas melhores mãos, gerou Spätburgunders de finesse e frescor raramente vistos em safras quentes.

Vinificação e Élevage

A colheita manual, realizada em passagens seletivas pelo vinhedo, precede uma etapa decisiva na adega: a pré-maceração a frio. Os cachos inteiros, com engaços, são depositados no fundo das cubas abertas de madeira e resfriados com placas de frio para retardar o início da fermentação. Sobre eles, as uvas cuidadosamente desengaçadas são dispostas em camadas, sem esmagamento. Ao ser retirado o frio, a fermentação espontânea, conduzida exclusivamente por leveduras indígenas, arranca de forma gradual.

Nos primeiros oito a dez dias não há pisagem alguma, de modo que parte das bagas permanece intacta até a prensagem, combinando elementos de maceração carbônica dentro das uvas com uma abordagem ao mesmo tempo mais oxidativa do mosto exposto. Pontualmente, o capelo é empurrado para baixo com um bastão. Na safra 2022, a proporção de cachos inteiros superou 50% do total. A prensagem é feita com prensa de cesto tradicional.

Após a fermentação, o vinho é transferido para barricas francesas de Borgonha de 228 litros, todas usadas, com apenas 5% de madeira nova na safra 2022. O élevage estende-se por 17 meses, durante os quais o vinho permanece sobre as borras finas sem trasfegas até pouco antes do engarrafamento. O processo de clarificação é natural e lento, sem colagem e sem filtração.

O vinho foi engarrafado em março, sem nenhuma intervenção adicional, preservando ao máximo a expressão do terroir de arenito vermelho de Bischofsberg.

Nota de Degustação

A cor é cereja límpida, de intensidade média.

No nariz, o vinho se abre com aromas intensos e carnosos de frutas vermelhas e negras - mirtilo selvagem, amora e sabugueiro -, aos quais se somam carne grelhada e pimenta-preta.

A boca confirma essa personalidade singular: ataque bpa estrutura, fruta escura em primeiro plano, relâmpagos de pimenta e mineralidade de grafite. Segundo Stephan Reinhardt. da Wine Advocate, o vinho é concentrado e texturado, mas ao mesmo tempo elegante, com final longo, lúcido e salino. O próprio produtor descreve 'fina fruta de cereja, grande finesse e belo retrogosto'.

A janela de consumo sugerida vai de 2025 a 2039.

Harmonização

Sirva entre 14 °C e 16 °C, em taça Borgonha de bojo largo, que amplia os aromas e concentra a fruta fina.

Pato assado ao molho de cereja é o par clássico: a acidez viva do vinho corta a gordura da ave e o molho frutado ecoa o mirtilo e a amora da taça. Costelinha de javali braseada com zimbro e redução de vinho tinto, típica da cozinha franca, conversa com a mineralidade e a pimenta do arenito vermelho. Risoto de porcini com raspas de trufa realça as notas terrosas e de grafite do vinho. Na cozinha brasileira, um picadinho de filé mignon com cogumelos funghi e molho de vinho tinto acompanha bem a estrutura e a fruta escura do Grossheubacher. Para encerrar, queijo de pasta semidura - como um Comté envelhecido - equilibra os taninos sem eclipsar a finesse mineral do vinho.