COZs · Portugal · Lisboa

vp-Vital 2021

Branco Seco

R$ 378,00 R$ 239,00

A Vital da Serra de Montejunto em um branco de textura envolvente, frescor vibrante e persistência salina.

Entenda o que você está comprando

Introdução

Na Serra de Montejunto, a 15 quilômetros do Atlântico, António Marques da Cruz e Tiago Teles encontraram na Vinha da Pena condições para aprofundar o trabalho com a Vital, casta branca pouco difundida do oeste português. De perfil discreto, ela revela as particularidades do solo e do clima em que é cultivada.

O vp-Vital 2021 nasce dessa parcela de exposição noroeste e solos argilo-calcários, onde as noites frescas e a influência atlântica favorecem uma maturação mais lenta. Primeiro vinhedo adquirido pela dupla na Serra de Montejunto, a Vinha da Pena marca o início de um trabalho de recuperação de vinhas antigas e valorização de uma casta ligada à história da região.

Descrição da safra

A safra 2021 na região de Óbidos e na Serra de Montejunto foi descrita como uma colheita clássica, marcada por chuvas na primavera e durante a vindima. Em contraste com o ano anterior mais quente, 2021 caracterizou-se por temperaturas mais amenas ao longo de todo o ciclo vegetativo, o que resultou numa maturação mais lenta e gradual.

Para a Vinha da Pena, com sua exposição a noroeste e noites naturalmente frescas, esse perfil climático favoreceu a retenção de acidez e conferiu ao vinho um frescor acentuado. O teor alcoólico de 11,8% reflete esse amadurecimento mais contido, típico de um ano de caráter atlântico.

Vinificação e Élevage

As uvas da Vinha da Pena são colhidas à mão e passam por uma maceração de poucos dias em lagar aberto. Diferentemente das cuvées de maceração mais longa produzidas pela COZs, o vp-Vital 2021 recebe um contato mais breve com as cascas, preservando a delicadeza da Vital e deixando que o terroir conduza o perfil do vinho. A fermentação é realizada com leveduras indígenas, sem adição de leveduras selecionadas nem de quaisquer outros aditivos.

Para a safra 2021, a fermentação ocorreu em barricas de 228 litros, onde o vinho permaneceu em élevage por cerca de um ano. O uso de madeira usada, sem uso de barricas novas, permite troca discreta de oxigênio sem emprestar aromas de carvalho ao vinho. O processo foi conduzido sem filtração e sem clarificação, em linha com a abordagem de mínima intervenção que orienta todo o trabalho da COZs na Serra de Montejunto.

Nota de Degustação

Na taça, o vp-Vital 2021 apresenta cor dourada intensa e brilhante.

No nariz, sobressaem casca de laranja, mel cítrico e amêndoa, descritores que refletem tanto o contato breve com as cascas quanto o élevage em barrica usada.

Em boca, o vinho é seco e de médio corpo, com um frescor marcante sustentado por acidez média-alta, típica da casta Vital cultivada em condições atlânticas. O equilíbrio perfeito entre álcool contido - 11,8% - e acidez confere leveza e precisão ao conjunto, com final persistente e salino.

Harmonização

O vp-Vital 2021, com seu médio corpo, acidez média-alta e apenas 11,8% de álcool, pede pratos de sabor delicado e textura leve.

Sirva com vôngoles ao alho, cuja salinidade e acidez do limão dialogam com o frescor e o final salino do vinho; com peixes brancos grelhados, como robalo ou pargo, em que a leveza do prato não compete com a discrição da Vital; e com queijos de leite de cabra, em que a acidez equilibra a gordura macia. Na cozinha brasileira, combina bem com ceviche de peixe branco, onde a acidez cítrica do preparo espelha a vivacidade do vinho. Sirva entre 10 °C e 12 °C, em taça de branco de abertura média. Não necessita de decantação.