Piollot · França · Champagne

Champagne Cuvée Colas Robin 2018

Champagne Brut Nature · AOC Champagne

R$ 722,00

De uma parcela singular em Polisot de uvas plantadas 1996, esta cuvée atravessa cinco anos sobre as lias e chega à taça sem dosagem, fiel a sua origem de solo kimmeridgiano.

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Introdução

No vilarejo de Polisot, na Côte des Bar, há uma pequena parcela chamada Val Colas Robin. Foi ali que Robert Piollot, pai de Roland, plantou Pinot Blanc em seleção massale nos anos 1950, quando os vizinhos arrancavam essa mesma cepage para dar lugar a variedades mais rentáveis.

Esse gesto quase solitário de preservação é o que torna este Champagne possível: um branco de uma única parcela, de um único cepage raro, cultivado em solo kimmeridgiano de calcário e argila vermelha, sem dosagem e com cinco anos sobre as lias antes de chegar à taça.

Descrição da safra

O inverno de 2017-2018 foi excepcionalmente chuvoso em Champagne, com chuvas recordes que recarregaram completamente as reservas hídricas dos solos - circunstância que se revelaria decisiva nos meses seguintes. A primavera foi quente e marcada por tempestades, algumas com granizo, que afetaram localmente a Côte des Bar entre abril e julho, destruindo mais de 900 hectares na denominação. A partir de meados de junho, porém, instalou-se um verão quente, seco e ensolarado que superou até os recordes históricos de 2003, tornando 2018 o verão mais quente já registrado na Champagne. As reservas de água acumuladas no inverno serviram de amortecedor contra o estresse hídrico e permitiram maturação gradual e saudável.

A colheita teve início por volta de 20 de agosto na Côte des Bar - a mais precoce já registrada na região -, com uvas em estado sanitário próximo da perfeição e teores de açúcar excepcionais. Para o Val Colas Robin, em Polisot, o solo kimmeridgiano atuou como reservatório natural de umidade, favorecendo a maturidade plena do Pinot Blanc sem comprometer seu frescor característico. 2018 ficou marcado na Champagne pela raridade de reunir quantidade e qualidade em igual medida.

Vinificação e Élevage

A fermentação alcoólica da cuvée Colas Robin se dá em tanques de aço inoxidável e barris de madeira, com leveduras indígenas: Roland Piollot prepara um pied de cuve a partir de uvas antes da colheita principal, iniciando a fermentação naturalmente e utilizando-o para inocular os mostos recém-prensados ao longo da vindima.

A fermentação malolática é realizada integralmente e o élevage do vinho base é conduzido em dois recipientes: 80% permanece em tanque de aço inox e 20% amadurece em barricas de carvalho. Não há colagem nem filtração.

O vinho segue então para a tomada de espuma pelo método champenoise, com segunda fermentação em garrafa, e permanece sobre as lias durante cinco anos antes do dégorgement. O Champagne é expedido sem dosagem - brut nature -, preservando a expressão direta do terroir e da Pinot Blanc.

Nota de Degustação

A cuvée Colas Robin 2018 apresenta-se com cor dourado-clara luminosa e borbulhamento fino e refinado.

No nariz, o champagne é delicado e sutil, com destaque para os cítricos - limão-siciliano e clementine - acompanhados por notas de zestes que trazem amargor elegante. O conjunto é mineral, cristalino e preciso, atributos que se confirmam na boca: o ataque é fresco e vivo, com maçã verde, cítrico e discreta nota floral, sustentados por acidez precisa e mousse refinada. O terroir kimmeridgiano imprime mineralidade intensa ao conjunto, e a ausência de dosagem preserva a expressão direta da Pinot Blanc. O final é longo e persistente. A guarda a 10 anos é indicada, mas o vinho já se mostra harmonioso neste momento.

Harmonização

Sirva entre 8 e 10 °C, de preferência em taça de vinho branco de moderada abertura.

A acidez precisa e mineralidade kimmeridgiana pede parceiros que não a abafem: torradas de peixe defumado - salmão ou truta - são combinações clássicas, com a salinidade e a gordura do peixe realçando o frescor do vinho. Ostras e frutos do mar crus funcionam pelo mesmo princípio iodado e mineral. Para uma opção brasileira, o ceviche de peixe branco com leite de tigre cítrico dialoga diretamente com a acidez e os notas de limão-siciliano do vinho. Um foie gras de entrada, em razão da sua untuosidade, encontra contraponto elegante na vivacidade brut nature. Por fim, aves assadas com ervas finas, como um frango assado ao limão, acompanham a estrutura mais encorpada que a longa permanência sobre as lias confere à cuvée.