Plzeňský Prazdroj · República Tcheca · Pilsen

Pilsner Urquell

Pilsen

R$ 31,00

Dourada e límpida, com equilíbrio impecável entre o amargor do lúpulo e a doçura do malte.

Entenda o que você está comprando

Introdução

Em 5 de outubro de 1842, em Plzeň, na Boêmia, o mestre cervejeiro bávaro Josef Groll produziu o primeiro lote de uma cerveja que o mundo ainda não havia visto: dourada, límpida, de amargor delicado e aroma de malte. Naquele momento nascia não apenas a Pilsner Urquell, mas o estilo que hoje responde por mais de dois terços de toda a cerveja produzida no planeta.

Mais de 180 anos depois, a receita não mudou, a cervejaria não saiu de Plzeň e os ingredientes continuam os mesmos. Uma das maiores referências da indústria cervejeira mundial.

Brassage, Fermentação e Élevage

A cevada utilizada na Pilsner Urquell é adquirida de produtores da Boêmia e da Morávia e maltada pela própria cervejaria, em malteria instalada no complexo de Plzeň - uma das raras grandes cervejarias do mundo a controlar integralmente essa etapa. O malte resultante, de baixo grau de modificação (cerca de 60 a 75% de modificação, com germinação de apenas cinco dias), exige um processo de mosturação intensivo para que o amido se torne plenamente acessível às enzimas: a tripla decocção.

A mosturação começa com a mistura do malte moído à água de baixa mineralização de Plzeň. Na tripla decocção, porções mais espessas dessa mistura são retiradas em três momentos ao longo de mais de quatro horas, fervidas separadamente em caldeiras de cobre de aquecimento direto à chama - equipadas com correntes de cobre que raspam o fundo para evitar a queima dos açúcares - e devolvidas ao tanque principal, elevando a temperatura em etapas. A sequência parte de um repouso ácido a 35 °C, passa pela quebra de proteínas em torno de 53 °C, pela conversão de amido a 62 °C e termina com o mash-out a 73 °C. Essa caramelização controlada é responsável pela leve coloração âmbar, pela doçura residual e pela estrutura que sustentam uma cerveja de apenas 4,4% ABV.

Concluída a mosturação, o mosto é separado das cascas e dos demais resíduos sólidos do malte e, em seguida, fervido por cerca de duas horas com lúpulo Saaz inteiro, em três adições: a primeira ainda antes do início completo da fervura (first wort hopping), a segunda cerca de 80 minutos antes do final e a terceira 25 minutos antes do término, atingindo aproximadamente 40 IBU.

Resfriado por trocadores de calor, o mosto é transferido para fermentadores cilindrocônicos fechados de aço inoxidável, com capacidade de 1.800 hL cada. A levedura própria da cervejaria, conhecida como cepa H, é inoculada a 4 °C em quantidade de aproximadamente 15 milhões de células por mililitro. A fermentação primária, não pressurizada, dura cerca de 11 dias, com temperatura máxima controlada em torno de 9 °C. Concluída essa fase, a cerveja jovem de diferentes fermentadores é reunida e transferida para tanques de aço inoxidável de 3.300 hL para o lagering, que se estende por 35 a 40 dias. Ao final, a cerveja passa por filtração com terra diatomácea e é envasada e pasteurizada.

Em paralelo, a cervejaria mantém o chamado parallel brewing: uma pequena fração da produção é fermentada e maturada da maneira original, em fermentadores abertos e barris de carvalho nos túneis de arenito escavados sob a cervejaria, onde a temperatura se mantém naturalmente entre 5 °C e 7 °C. Essa produção, não filtrada e não pasteurizada, serve de referência sensorial para verificar se o processo moderno preserva o sabor característico da Pilsner Urquell.

Nota de Degustação

No copo, a Pilsner Urquell apresenta coloração dourada intensa e límpida, com espuma branca, densa e cremosa, de boa persistência.

O nariz é moderado e preciso: malte rico em notas de pão fresco e biscoito de água e sal, seguido de um buquê floral e herbáceo característico do lúpulo Saaz, com toques de mel e um sutil acento caramelizado herdado da tripla decocção.

Em boca, o ataque é suave e encorpado para o seu teor alcoólico de 4,4% - com malte adocicado e levemente caramelizado à frente -, passando para um meio-palato onde o amargor do Saaz ganha presença de forma arredondada e limpa. A carbonatação moderada oferece vivacidade sem aspereza. O final é seco e persistente, com o amargor do lúpulo a durar agradavelmente. O conjunto é equilibrado, de corpo médio e baixa sensação alcoólica, sendo melhor apreciado frio, mas não gelado.

Harmonização

Sirva entre 5 °C e 8 °C, em copo de calice alto e estreito (tipo pilsner), que preserva a espuma e concentra os aromas florais do Saaz.

Porco assado com alho, vinho e ervas, ou temperado com especiarias, encontra no amargor arredondado da cerveja um contraponto perfeito à gordura e ao dulçor da carne; é a combinação mais clássica e recomendada pela própria cervejaria. Frango temperado ao molho de mostarda ou grelhado com ervas combina bem, pois a vivacidade da carbonatação limpa o paladar a cada garfada, deixando o sabor da ave em destaque. Frutos do mar - camarão, caranguejo ou salmão marinado - beneficiam-se do lúpulo Saaz, que realça os sabores sem apagar a delicadeza do mar. Queijos de média cura, como Gouda ou cheddar fresco, dialogam com as notas de pão e caramelo da tripla decocção.

No Brasil, funciona muito bem com linguiça calabresa grelhada: a cerveja é refrescante, corta a gordura e equilibra o tempero defumado.